Terça-feira, 14 de Outubro de 2008

fãs de música clássica e aqueles que gostam de heavy metal

"Um estudo que analisa a relação entre gosto musical e personalidade sugere que há semelhanças entre fãs de música clássica e aqueles que gostam de heavy metal"

A pesquisa, realizada na Universidade Heriot Watt, em Edimburgo, na Escócia, entrevistou 36 mil pessoas. Os pesquisadores fizeram perguntas sobre características da personalidade de cada participante e pediram para que os voluntários avaliassem 104 estilos musicais.

Os resultados sugerem, por exemplo, que fãs de jazz são criativos e extrovertidos, enquanto aqueles que gostam de música pop tendem a ter pouca criatividade.

Segundo o professor Adrian North, que liderou o estudo, a surpresa foi descobrir semelhanças na personalidade de fãs de música clássica e heavy metal.
"São pessoas muito criativas, introvertidas e de bem consigo mesmas, o que é estranho. Como você pode ter dois estilos tão distintos com grupos de fãs tão parecidos?", afirmou North.

Ele ressalta que uma das explicações pode ser o “aspecto teatral desses estilos, que são dramáticos”.
"As pessoas em geral têm um estereótipo sobre os fãs de heavy metal, acham que eles têm tendência suicida, são deprimidos e representam um perigo para si e para a sociedade em geral. Na verdade, são pessoas bem delicadas", afirmou.

fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/09/080905_musicapersonalidade_np.shtml

-- Opinião do Miojo: a verdade é que as pessoas tem certos preconceitos. E isso ficou até claro na entrevista com o pesquisador. As pessoas que prestam sabem da total semelhança entre os dois estilos: o virtuosismo, solos de instrumentos, músicas divididas em atos e por aí vai.
Ouso dizer que nenhum outro estilo vai tão fundo na música erudita (assim como a clássica) quanto o Heavy Metal.

E a prova de que pessoas semelhantes são atraídas por ambos está ai. Amém.

Terça-feira, 26 de Agosto de 2008

Porque apostar em Felipe Massa?

Como um bom fã de Fórmula 1, costumo assistir a maioria das provas que acontecem, quase regra, de 15 em 15 dias.
Entretanto, nas últimas semanas, muito se tem falado sobre um mal desempenho de Raikkonen e uma suposta "a vez de Massa". Existe aí um grande problema. A onda verde e amarela é uma onda de mídia, e não é bem assim que as coisas andam realmente na Fórmula 1. Para isso, farei uma pequena análise da situação.

Nos últimos anos a mídia tem destruído a imagem de um dos mais destacáveis pilotos que a categoria já teve: Rubens Barrichello. O simpático corredor de nariz grande foi piloto da Ferrari por 5 anos e fez muita coisa. É atualmente o piloto com mais grandes prêmios disputados. O que quer dizer que, querendo ou não, ele é um dos pilotos mais requisitados de todos os tempos. Mesmo assim, poucos são os brasileiros capazes de defender o piloto diante do Casseta e Planeta e o famoso Pé de Chinelo.
Poucas pessoas param pra pensar hoje que, em uma época que Schumacker era um piloto sem concorrentes, Barrichello foi duas vezes vice-campeão mundial de Fórmula 1: em 2002, quando o alemão terminou com 144 pontos, contra 77 do brasileiro e apenas 50 de Montoya, o terceiro colocado; e em 2004, no bizarro campeonato em que "Schumi" fez 148 pontos, seguido de Rubinho com 114 (praticamente a mesma pontuação da equipe BAR, que terminou o campeonato de construtores em segundo lugar), seguidos de Jenson Button com apenas 85 pontos.
Mas porque falar de Barrichello aqui? Porque a atenção que não foi dada a Rubinho nesses anos está toda sendo dada, inadequadamente, a Felipe Massa hoje em dia.

Das seis corridas que faltam, os pilotos não correram em apenas uma ano passado, que é a novata Cingapura (que será noturna). E poucos se lembram que, apesar do bom desempenho de Massa no ano passado, tudo o que ele fez nas últimas cinco corridas foi 2 segundos lugares, 1 terceiro, 1 sexto e 1 vigésimo primeiro lugar.
Enquanto isso, Kimi ganhou 3 corridas e nas outras duas ele chegou no pódio, em terceiro. São 25 pontos do brasileiro contra 42 pontos do finlandês. Vale lembrar que a diferença atual entre eles é de apenas 7 pontos.

Enquanto isso, nos resta ainda Lewis Hamilton que, por mais que poucos se lembrem nos últimos dias, está na liderança do campeonato com 70 pontos. 6 a mais que Felipe. Quase a mesma diferença. E ninguém anda falando que ele será campeão, que essa é a vez dele. Hamilton terminou o campeonato ano passado com 15 pontos a mais que Massa, mesmo com o baixo desempenho no final do campeonato. Ainda apesar do baixo desempenho, Hamilton fez também exatos 25 pontos nas últimas 5 corridas do campeonato, empatando com Massa, o que significa que a diferença de de 15 pontos do final foi feita antes das corridas que restam nesse campeonato de 2008. Será mesmo que o Brasileiro está com essa bola toda esse ano?

Até Alonso, o azarado, posto como segundo piloto pela McLaren em 2007, fez 30 pontos nas últimas 5 corridas Aquelas mesmo que ele nem tinha mais apoio da McLaren para ganhar o campeonato.

Para não deixar de lado, "substituindo" Alonso, esse ano temos Robert Kubica na quarta colocação. Esse também sofre com a mídia, já que foi esquecido nas últimas semanas, depois de todo o bafafá que surgiu quando ele assumiu, quase sem querer, a liderança do campeonato. Ele foi esquecido depois de três provas com colocações pouco boas: Inglaterra (14º), Alemanha (7º) e Hungria (8º). Entretanto, ele teve um bom desempenho no GP da Europa (em Valência, na Espanha), onde terminou em terceiro. Com isso, ele soma uma vitória, 2 segundos lugares e 2 terceiros lugares. São 5 pódios. 2 a menos que Hamilton e Massa e 1 a menos que Kimi. Ele não está fora da disputa. Está a apenas 2 pontos do finlandês, 9 do brasileiro e 15 do inglês. Isso não é muito, quando ainda faltam 60 pontos a serem disputados.

Logo, conclúo que essas matérias massificantes sobre "a vez de Felipe Massa" estão refletindo algo que não é exatamente verdade. Massa não está com o melhor desempenho do campeonato, ele não está "claramente melhor que Kimi Raikkonen". Resentemente o Yahoo.com.br ainda fez a besteira de escrever em uma manchete que Felipe havia falado que era mais rápido que Raikkonen. Tudo o que ele falou, constatei ao ler a matéria, é que ele, assim como Kimi, também era rápido.

É verdade que Kimi não marcou pontos em três corridas? É. Mas Felipe não marcou em quatro. É nessas horas também que ninguém se lembra da ridícula corrida de Massa na Inglaterra, onde ele rodou cinco vezes no asfalto.

O título não é de Felipe ainda. Provavelmente nem será. Acredito mesmo que ele não chegará a ser campeão mundial de Fórmula 1. Estou esperando que Bruno Senna, sobrinho do maior piloto de F1 de todos os tempos, possa quebrar nosso jejum. Ele está em segundo lugar na GP2 atualmente e ta vindo com a bola toda. Com um sobrenome desses, e com o desempenho que ele vem conseguindo esse ano, vai ser difícil negar um cockpit para ele. E é nele que boto minhas fichas. Não no fenômeno da mídia, Felipe Massa (do Brasil-il-il...).

Reflexão sobre a beleza e outras coisas.

Olha. Há muito tempo decidi que eu sou feio. Não é drama, nem exagero. É a verdade. Eu já tive quatro namoradas nos meus poucos anos de vida e todas as quatro me falaram, depois de algum tempo de intimidade, que me achavam feio antes. Mas não antes de namorarem comigo.
Quando me conheceram, eu era apenas feio. Com o tempo, passaram a me achar feio mas legal o suficiente para ficarem comigo. Daí, depois de já namorando comigo é que elas começaram a me achar bonito.
Logo, me achar bonito é um processo. Eu não sou bonito de verdade, mas tenho um jeito de ser que acaba conquistando. Tudo o que preciso é de uma oportunidade.
Talvez por isso (e pela timidez?) eu não seja um verdadeiro conquistador. Mas a verdade é que eu também nem sou aquele "amigo" que as meninas não conseguem imaginar como um namorado. Esses caras estão piores do que eu.
Eu sou o amigo que elas conseguem sim imaginar ficando ou namorando, o que não necessariamente quer dizer que elas querem ficar comigo.
Mas eu sou capaz de conquistar assim. Eu só preciso que acreditem em mim e me dêem uma única oportunidade, porque com ela eu sei que posso fazer dar certo. É isso que eu faço de melhor nesse mundo. Eu só preciso de uma chance pra mostrar que vale a pena, que eu sou interessante o suficiente. Da oportunidade para o segundo encontro, e daí para algo maior.
O mundo é um processo. A vida é um processo. O miojo é um processo.
Me dê 3 minutos, e eu te surpreendo.

(Esse discurso foi desenvolvido durante uma monótona volta para casa e pode ser interpretado não só na área exemplificada, como também em qualquer tipo de relacionamento =).)

Indícios

Um dia, devido a toda a questão de análise de indícios, eu estava sozinho a pensar sobre o heavy metal e sua relação com a religião.
Após formular e passar todo um completo discurso convicente (pelo menos a mim), cheguei a conclusão que ninguém jamais ouviria minhas posições tão bem definidas quanto eu mesmo.
Assim, o indiciarismo me levou à solidão social. Cheguei a conclusão que quem conhece o Eu, provavelmente sou eu mesmo, e talvez mais ninguém, pois o verdadeiro eu acaba morrendo em mim mesmo. Complexo? Talvez não.
Foi aí que pensei que se eu colocasse em palavras digitadas o que eu conseguisse lembrar dos meus discursos solitários, poderia trazer as pessoas para mais perto de mim.
Meu primeiro texto de aproximação foi a reflexão sobre a beleza e outras coisas, sendo esse aqui o segundo, imaginado algumas horas depois.
Daqui a pouco faço um livro.

Terça-feira, 4 de Março de 2008

Quarta-feira, 11 de Abril de 2007

Não há gordos na América

Não há gordos na América. Cheguei a essa conclusão em um momento de tédio.
Somos bombardeados todos os dias com filmes e seriados norte-americanos, representando seu dia-a-dia, suas ficções. E nenhuma das pessoas nessas apresentações é gorda. Bem, há gordos. Mas esses são os que morrem, por algum motivo qualquer.
A América do Norte é formada de pessoas brancas, de cabelo liso. Os que tem cabelo cacheado o fazem artificialmente. As mulheres são magras e esbeltas, enquanto os homens são charmosos e de corpo definido. Essas pessoas tem a comum vida de viver em casas sem muros, com carros que consomem 1 litro de gasolina a cada 5km, estudar em escolas particulares e, vez ou outra, ter que salvar o mundo (sozinhas, porque o gordo que estava lá morreu) de algum alienígena. O qual é morto à porrada pelo Will Smith.
Um lindo estereótipo de Senhores do Mundo, salvadores de toda a raça humana. Bonitos, fortes, inteligentes e independentes. Todos vivem bem e felizes consigo mesmo e com os outros, tirando os personagens coadjuvantes de The O.C. e o careca Alexander Luthor, eterno inimigo do impecável Super-Homem.
Isso é muito interessante vindo de um país, segundo pesquisas recentes, onde 74,1% da população é considerada obesa e, quase conseqüentemente, ociosa.

Fontes:
http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2007/02/14/ult1766u20309.jhtm

Warner Channel =)

Terça-feira, 10 de Abril de 2007

Não se fazem mais noites como antigamente...

Não se fazem mais noites como antigamente. Isso é fato.
Deitar na cama à noite e olhar para a janela descortinada não é mais sinônimo de apreciar o céu noturno e estrelado. É apenas observar postes e vizinhos que gastam tempo em suas varandas, de repente, fazendo a mesma coisa que você.
Há muito tempo atrás, estrelas eram tudo: eram deuses, imortalizados em constelações; indicadores, mostrando que caminho seguir em direção às novas terras; verdadeiros calendários, que usamos até hoje; enfim, indispensável para o desenvolvimento do próprio homem. Hoje, as estrelas são apenas aquelas coisas que estão desaparecendo no céu, graças a toda iluminação das cidades.
As pessoas muitas vezes não se dão conta da importância delas no céu. Mas eu mesmo venho aqui dar alguns exemplos:
Lembro-me bem da noite da final da copa do mundo de 1994. Logo após a vitória do Brasil sobre a Itália, estávamos voltando, eu e minha família, da casa de meu tio para a casa de meu avô, no interior de Barra de São Francisco que, sem preconceitos, já é interior do Espírito Santo. Naquela noite, havia uma luz muito grande e forte sobre um morro desabitado, entre as fazendas de meus familiares. Nada até hoje me explicou o que ela fazia lá, acima do solo e de dimensões desfavoráveis ao acaso. Nada me explicou também como que ela se apagou entre os segundos que gastei para entrar na casa de meu avô, pegar um binóculo, e sair.
Hoje, nas cidades, nem OVNIs temos mais.
E para ser romântico, devo dizer que foram as estrelas que me uniram à minha namorada atual. Onde, em centros urbanos, você conseguiria um céu limpo e pra lá de estrelado, em um lugar sem luz elétrica por quilômetros ao redor? Aquela noite foi com certeza a mais estrelada da minha vida. E entre a constelação de Escorpião (que desde então, recebe gratificações minhas) e estrelas cadentes no decorrer da noite, nós dois, os únicos observadores da madrugada, nos entregamos à beleza do momento. E estamos juntos desde então.
Que outro romântico namorado pode dizer que foram as estrelas que o uniram à sua paixão?
E foi a mesma namorada que, a um tempo atrás, enquanto se dirigia ao supermercado, se deparou com uma grande e alaranjada lua. Quem hoje repara na lua? "Olha como ela está grande e bonita". Em um bonito ato, ela voltou em casa apenas para me ligar e pedir para eu olhar pela janela. Acham que eu consegui?
De nenhuma das minhas janelas eu podia ver a lua. Como não bastasse como desculpa por não tê-la encontrado, desci de meu apartamento para a rua, e rodeei meu quarteirão atrás do queijo gigante. Não foi muita surpresa quando a encontrei, escondida atrás de um prédio, que fica de frente para a minha janela. E fiquei ali, no meio do posto de gasolina da esquina de meu quarteirão, observando a lua se envergonhar atrás das nuvens e surgir, bela como só ela pode ser, para mim.
Hoje, o teto do meu quarto tem várias estrelas fosforescentes. algunas delas, formam a constelação de Escorpião.

Não, não se fazem mais noites como antigamente. Mas quando encontrar uma, não deixe-a passar inutilmente.